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Professores
 

A escola e os professores podem desempenhar um papel muito importante relativamente aos adolescentes que pensam em morrer. A escola deverá ser um local de educação, de saúde, devendo proporcionar uma interacção com os adolescentes promotora de bem-estar e preventiva dos problemas juvenis, nomeadamente o suicídio.

É essencial que os professores sejam capazes de detectar precocemente os sinais de alarme de um comportamento patológico, sem se convencerem de que tudo é perturbação mental. Aliás, é importante referir que as perturbações psicológicas como a depressão grave e o risco de suicídio só podem ser detectados a partir de uma constelação de factores e nunca após uma observação única ou pontual.

O que pode então fazer o professor?

Deve, primeiramente, avaliar os sentimentos do aluno, exprimindo a sua preocupação e o seu interesse, procurando motiva-lo e encoraja-lo a partilhar os seus problemas. Se o aluno procurar salvaguardar o secretismo da conversa, é importante não prometer a confidencialidade e dizer "farei o que for possível" e ao mesmo tempo reforçar a disponibilidade mantida.

É também importante criar proximidade e confiança entre os dois, de forma a facilitar a eventual verbalização de questões mais delicadas, dizendo ao adolescente "compreendo o que estas a sentir".

À medida que a conversa avança, devem reformular-se alguns dos conteúdos ("Se eu percebi bem, o que mais te preocupa é..."), permitindo a obtenção de mais informação sem se fazer muitas perguntas.

Se o professor intuir que existe realmente um risco de suicídio elevado, deve agir com ponderação, sem no entanto evitar falar no assunto. Ninguém se mata por falar com alguém sobre isso. Pelo contrário: o risco de suicídio é maior se a pessoa ficar sozinha com os seus problemas. Neste caso, é preciso perguntar se o adolescente já pensou em suicidar-se e se já tem um plano com esse objectivo.

O professor deve ter em atenção as características das situações graves, nomeadamente a existência de suicídios ou tentativas de suicídio anteriores do próprio, de familiares ou conhecimento de comportamentos autodestrutivos em amigos ou colegas.


Neste sentido, merecem particular cuidado os alunos que:

  •  verbalizem ideias de suicídio e sejam novos na escola,
  •  estejam isolados,
  •  apresentem traços de impulsividade,
  •  refiram ter sido vitimas de abuso físico ou sexual,
  •  consumam álcool ou drogas,
  •  ou tenham estado envolvidos no suicídio ou na tentativa de suicídio de alguém próximo.

No relacionamento com o adolescente que o procura como confidente o professor não deve desvalorizar ou desdramatizar excessivamente as suas queixa, nem moralizar ou gerar mais culpabilidade.

Pode acontecer que após o conhecimento de um gesto suicida , se verifique um aumento das tentativas de suicídio, podendo também nas escolas, ocorrer fenómenos imitativos desse gesto, quer em alunos quer em professores. Evitar novos comportamentos suicidas passa por informar e ouvir todos os elementos da população escolar de uma forma objectiva, sem sensacionalismos nem desvalorizações, criando espaços e momentos para o diálogo colectivo e para o apoio individual.

Os meios de comunicação social, caso acorram ao local, devem ser informados sem pormenores sensacionalistas, sem referência aos nomes em causa e com referindo sempre os locais de tratamento e ajuda.

Um professor pode ainda ser procurado por um jovem confidente do plano suicida de um colega ou amigo. Devemos então alertar os alunos para essa possibilidade e ajudá-los a lidar com essa situação, orientando sempre para a necessidade de uma ajuda mais especializada.

 


Crenças falsas sobre o suicído
 

- Falar de suicídio e morte com alguém que tenha ideação suicida, pode fazer com que ela se suicide
- Às pessoas que se tentam suicidar não pode ser facultada qualquer ajuda
-
As tentativas de suicídio na adolescência, são chamadas de atenção
-
Quando alguém nos confidencia a sua intenção de suicídio, devemos ser leais e guardar segredo
 

Postura a desenvolver na escola
 

- Ouvir
- Dar apoio
-
Ser sensível ao grau de gravidade dos pensamentos e sentimentos
-
Confiar na sua avaliação da situação
- Agir decididamente: avisar algué., permanecer com a pessoa suicida
- Estar atento à existência de TS anteriores
 

Conclusão
 

- A lealdade é um valor importante, mas o valor da vida é ainda maior
- Deve-se criar proximidade com a pessoa que pensa matar-se
-
Não a deixar sozinha
-
Combinar ajuda

 

 

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